Regime tributário 2027: sua empresa está no regime certo?
Uma escolha que fez sentido há alguns anos pode não ser mais a melhor para a realidade atual do negócio. Faturamento, folha de pagamento, margem de lucro, atividade exercida e crescimento da empresa interferem diretamente no resultado tributário.

Por que revisar o regime tributário?
Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real possuem formas diferentes de cálculo e recolhimento dos tributos.
A escolha mais adequada depende da realidade de cada empresa. Uma mudança no faturamento, por exemplo, pode alterar a relação entre os regimes.
O mesmo acontece quando a empresa aumenta sua folha, reduz margens, incorpora novas atividades ou passa a operar de outra forma.
Por isso, analisar somente quanto a empresa pagou de impostos no último ano não é suficiente.
É preciso olhar para o negócio que existe hoje e, principalmente, para o negócio que está sendo projetado para 2027.
Permanecer no mesmo regime por hábito pode custar caro
É comum que empresas permaneçam durante anos no mesmo enquadramento tributário simplesmente porque ele sempre foi utilizado.
O problema é que a empresa muda.
O faturamento cresce, a estrutura se transforma, novas receitas aparecem e a composição dos custos também pode ser diferente.
Quando o regime tributário não acompanha essas mudanças, a empresa pode pagar mais impostos do que deveria ou assumir riscos que poderiam ter sido identificados com antecedência.
A revisão tributária permite comparar cenários e entender qual estrutura faz mais sentido antes de tomar a decisão.
Setembro ganhou ainda mais importância para o Simples Nacional
Para 2027, existe um ponto adicional de atenção.
A Receita Federal definiu o período de 1º a 30 de setembro de 2026 para empresas que atualmente não estão no Simples Nacional e desejam ingressar no regime no próximo ano.
Para as empresas que já fazem parte do Simples, surge outra decisão: avaliar se CBS e IBS continuarão dentro do recolhimento unificado ou se serão recolhidos pelo regime regular.
A escolha feita agora para CBS e IBS produzirá efeitos no primeiro semestre de 2027.
Isso reforça uma mudança importante de comportamento: não dá mais para esperar janeiro para começar a pensar no próximo ano.
A Reforma Tributária também precisa entrar nessa análise
A preparação para 2027 ocorre em meio à transição da Reforma Tributária sobre o Consumo.
As novas regras de CBS e IBS passam a interferir nas decisões tributárias e podem afetar fluxo de caixa, créditos na cadeia, relações comerciais e formação de preços. A própria Receita Federal recomenda uma avaliação individualizada antes da escolha do modelo de recolhimento.
Por isso, a análise do regime tributário precisa considerar mais do que a carga tributária atual.
É necessário projetar cenários.
O que precisa ser analisado antes de decidir?
A resposta não está apenas no faturamento.
A empresa precisa entender como sua operação se comporta, qual é sua margem efetiva, quanto representa a folha de pagamento, quais atividades geram receita e o que está previsto para o próximo exercício.
Dependendo dessas características, o regime utilizado hoje pode continuar fazendo sentido. Em outros casos, a comparação pode revelar uma alternativa mais adequada.
Planejamento tributário começa antes da escolha
Escolher o regime tributário deveria ser consequência de uma análise, e não o início dela.
Quando os números são avaliados com antecedência, a empresa consegue comparar possibilidades, simular impactos e tomar uma decisão com mais clareza.
E, diante das mudanças previstas para 2027, essa análise ganha ainda mais relevância.
A sua empresa está no regime certo ou apenas no regime de sempre?
A Elo pode apoiar sua empresa na revisão do enquadramento tributário, na construção de cenários e na avaliação dos impactos para 2027.
Antes de repetir a escolha do ano anterior, entenda o que os números mostram sobre o seu negócio. Fale com os nossos especialistas!


